“Madeira PianoFest” poderá ser um evento anual

Apesar de não ter conseguido “casa cheia”, Robert Andres, da organização, traçou um balanço positivo do festival  que realizou quatro espetáculos, no Baltazar Dias.

Depois de vários dias a fazer furor na Região, o “Madeira Pianofest” chegou ontem ao fim e, com certeza, irá deixar saudades a todos os que se deliciaram com as sonoridades “saídas” das mãos dos artistas de tipo que abrilhantaram o evento, que se realizou no Teatro Municipal Baltazar Dias.

Antes de assistir ao último espetáculo, que “cruzou” em cima do palco artistas de sete nacionalidades, Robert Andres, presidente da direção e diretor artístico da Associação dos Amigos do Conservatório da Madeira, mostrou-se satisfeito com a adesão das pessoas ao festival, apesar de, na sua  maioria, o público ser de nacionalidade estrangeira.

“Apesar de terem existido diversos acontecimentos culturais em simultâneo, as pessoas não deixaram de assistir ao “Madeira Pianofest” que realizou quatro espetáculos com combinações atraentes em que diversos artistas tocaram piano a quatro, seis e oito mãos”, disse.

Mesmo não tendo conseguido “casa cheia” durante dias em que ocorreram os concertos, adiantou que o objetivo da organização é tornar o evento anual. “Em cada concerto conseguimos um total de 100 pessoas, o teatro tem a capacidade para cerca de 300. Mesmo assim, tendo em conta este género de concerto de câmara, estamos muito satisfeitos com o resultado final, tanto que já estamos a pensar tornar o evento anual”, frisou.

Robert Andres espera, no entanto, que possa contar com mais apoios, porque esta primeira edição foi organizada durante o período de transição do Governo Regional. “Ainda há muito para melhorar, até porque esta foi a primeira edição, mas também tudo depende dos apoios”. rematou.

O “Madeira Pianofest” fechou com chave de ouro com Cristina Pliousnina e Iryna Kózina que subiram ao palco do Baltazar Dias e, com as suas mãos, conseguiram prender a atenção da plateia.

Jornal da Madeira – 16-11-2015